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Mais uma de ônibus

Vejo as pessoas que andam no ônibus, e tento imaginar suas histórias.

O que aqueles rostos inexpressivos, cumprindo a regra de manter o mínimo contato possível com os estranhos em lugares públicos, podem estar escondendo? Quais alegrias, angústias, experiências poderiam existir naqueles corpos errantes, balançantes em cada troca de marcha?

Vejo o senhor em pé, de bom humor, agradecendo a gentileza do jovem em oferecer o seu assento. Com um ar despreocupado, sem hora para cumprir, com todo o tempo e vontade para contar suas história de outrora em uma mesa de um café qualquer da cidade.

Vejo a moça com roupa social, olhando no relógio preocupada, analisando o trânsito à frente do coletivo, calculando de forma exagerada o montante de seu atraso no escritório, já cogitando pegar seu moderno smartphone para avisar seu chefe sobre o acidente na avenida, que na realidade, inexiste.

Vejo o rapaz com suas calças justas e camisetas folgadas, com fones de ouvido pouco interessado no mundo ao seu redor, ouvindo sua banda preferida, sem ligar para o horário da aula, como todo bom aluno.

Vejo as duas senhoras de cabelos brancos, que conversam alegremente sobre seus filhos, netos. Sobre a receita que viu na televisão, e as possibilidades de melhora-la. Riem e brincam enquanto o coletivo balança.

Vejo o cobrador, que galanteia a moça de vestido branco parada na roleta do ônibus, ela ri descontraída, enquanto ele tenta cada vez mais falar coisas divertidas. Relata casos dos transeuntes que frequentam a linha em que ele é cobrador, e ela acha graça.

Enfim, chegamos ao fim da linha, todos os passageiros descem de forma ordenada, e cada um toma seu rumo. Enquanto acendo meu cigarro, observo cada um tomar seu rumo. Uns mais rápidos, outros caminham mais devagar. Independente disso, cada um segue seu rumo para adquirir novas histórias, indo viver mais um dia de suas vidas. Seguindo aquela velha rotina de trabalho, ou aproveitando suas férias, a partir dali, é novamente cada um por si. Cada um com sua alegria, cada um com sua angústia, cada qual com eu caminho.

Mas as histórias, essas permanecem.

(Andrew Mielczarski)


A vida me ensinou…
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para “ver e ouvir estrelas”, 
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher

(Charles Chaplin)


’ […]Sempre achamos que temos um pouco mais de tempo, quando na real, o tempo que tem cada vez mais de nós, e cada pouco que ele nos retira sem percebermos, fará falta quando nos dermos conta de que já não há mais um segundo pra fazer o que deveríamos ter feito. Nessa guerra canibal entre nós e o tempo, nunca há um ganhador, apenas perdedores: nós. Já não é hora de mudar? Eu acho que sim. ‘

Andrew Mielczarski



Reblog se você quer (2) Messages de anônimos dizendo o que eles sentem por você

(Source: zurp)

Via Velhas Melodias


[…]Viram-se frente-a-frente: Não havia mais para onde escapar.

Mãos trêmulas vagando pelo ar em busca de algum lugar qualquer para se esconderem. Garganta seca implorando uma gota de saliva. Olhos fixos nos olhos a sua frente. A boca se mexia quase que querendo esconder o movimento, tentando quebrar o silêncio que crescia. Crescia tanto que começava a tomar proporções inimagináveis, atingiu alturas impossíveis, fez com que o ar  ao seu redor se tornasse uma fumaça tóxica que enchia os pulmões de medo.

E então, tudo isso desapareceu. Um sol despontou no céu, a árvore que jazia em galhos secos, parecia ter frutos. Os lábios não mais trêmulos, mas estampando um sorriso, comemoravam de forma discreta as palavras que deram vida a sua vida.

‘Desculpe, eu errei’.


Autopsia

Peito aberto, carne lacerada.

Coração escoriado, de batalhas de outrora.

Artéria entupida, de decepções saturadas.

Pulmão enegrecido de tragadas de desilusão.

Fígado já inválido de tantos porres de falsidade.

Coluna torta de todos fardos que teve de carregar.

Mãos queimadas de tanto pô-las no fogo.

Olhos longínquos na esperança de um final feliz.

Boca aberta, esperando um suspiro de alívio.

(Andrew Mielczarski)


Sua cama é tão legal, será que a gente pode quebrá-la?

(Source: 27-06)

Via 'alee decoded'
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